MUSEUS

Museu da Água – Reservatório da Patriarcal

Localizado no subsolo da Praça do Príncipe Real, foi projetado em 1856 pelo eng. francês Mary. Construído entre 1860 e 1864 para servir a rede de distribuição de água da zona baixa da cidade, o reservatório com capacidade de 880m3 tem 31 pilares com 9, 25 metros de altura, onde assentam diversos arcos em cantaria que sustentam as abóbadas. Sobre estas, já no exterior, existe um lago com repuxo.

 

A localização do reservatório e a sua ambiência interior levaram a que a EPAL, com o apoio da Sociedade Lisboa 94, concretizasse um projeto de recuperação, da autoria do Arquiteto Mário Varandas Monteiro, distinguido com o Prémio Eugénio dos Santos (Reabilitação Urbana) em 1995, pelo qual foram criadas condições de visita e realização de atividades culturais, estando particularmente vocacionado para espetáculos de bailado, lançamento de livros, mostras de moda, exposições de fotografia, pintura e escultura. Tem uma capacidade para 350 pessoas.

Horário: terça-feira a sábado das  10h00 às 17h30

Visitas guiadas: quarta-feira e sábado às 11h00 e às  15h00

Encerra: domingo, segunda-feira e feriado

Localização: Praça do Príncipe Real, Reservatório Patriarcal; Lisboa 

Museu da Farmácia

ÁREAS DE EXPOSIÇÃO

Farmácia Portuguesa

Foram recriados espaços e ambientes que permitem ao visitante aperceber-se, de uma forma mais imediata, da evolução da história e tecnologia da farmácia portuguesa, desde o final do século XV até aos nossos dias. Reconstituições de autênticas farmácias portuguesas desde a antiga botica dos séculos XVIII, até à Farmácia Liberal do início do século XX.

 

É de salientar ainda a reconstituição de uma autêntica farmácia tradicional chinesa, oriunda de Macau do final do século XIX e de uma área dedicada à Farmácia Militar.

 

Farmácia no Mundo

 

A temática da Farmácia e da Saúde são abordadas com peças de extrema qualidade, oriundas de civilizações e culturas tão distantes no tempo e no espaço, como a Mesopotâmia, o Egito, a Grécia, Roma, os Incas, os Astecas, o Islão, o Tibete, a China, o Japão e, finalmente, a Farmácia Europeia desde a idade média até 1929, com o isolamento da penicilina pelo cientista inglês Fleming.

A exposição termina, com a exibição das farmácias portáteis usadas no Space Shuttle “Endeavour” na última viagem do milénio (dezembro de 2000), para além de medicamentos da Estação Orbital Mir e da comida dos astronautas russos.

 

O museu dispõe de loja e restaurante. Está sedeado no Palacete de Santa Catarina, um palacete oitocentista, construído depois de 1862 por José Pedro Colares Pereira, proprietário da “Metalúrgica Vulcano e Colares”, foi vendido, no final do séc. XIX, ao industrial Alfredo da Silva, passando posteriormente para o seu genro D. Manuel da Silva. Durante anos as várias utilizações do palacete estiveram na origem da sua degradação e das alterações introduzidas ao projeto inicial. No final do séc. XX este palacete de Sta. Catarina, assim como o imóvel contíguo, com frente para a Rua Dr. Luís de Almeida e Albuquerque e para a Tv. de Sta. Catarina, foram adquiridos pela Associação Nacional das Farmácias, que os recuperou procurando valorizar as suas características, no sentido de aí instalar alguns dos seus serviços, entre os quais se destaca o Museu da Farmácia, inaugurado em 1996, cujo acervo permite compreender a história da farmácia, assim como a evolução das ciências e técnicas farmacêuticas ao longo dos séculos. O palacete, cuja fachada surge dividida em 3 panos separados por 2 pilastras de cantaria e delimitados lateralmente por cunhais, também, de cantaria, desenvolve-se em piso térreo e andar nobre, separados por cornija, caracterizados por vãos de janela de peito abertos a um ritmo regular, o qual é interrompido pelos 2 portais centrais de arco de volta perfeita no piso térreo. A rematar o edifício temos uma cornija saliente, coroada por balaustrada, interrompida, no pano central da fachada, por frontão triangular vazado por óculo iluminante. O jardim, local onde se erguia a antiga Igreja de Santa Catarina, encontra-se vedado por um muro com gradeamento em ferro, no interior do qual se evidenciam altos candeeiros de bronze fundido com cariátides.

Contacto: +351 213 400 680

Horário: 

10h00-19h00, todos os dias.
Visitas em grupo: Público e Escolas, por marcação prévia.

 

Localização: 

Rua Marechal Saldanha, 1, Lisboa

Acessos:
Autocarros: 100 e 58 (Praça Luís de Camões)
Elétricos: 28, Elevador da Bica
Metro: Baixa/Chiado
Estacionamento: Parques da Calçada
do Combro e Largo de Camões (pagos)

Museu das Comunicações

Aberto ao público em 1997, o museu apresenta exposições permanentes onde, de uma forma lúdica, nos é dado a conhecer o passado das comunicações e a dinâmica das novas tecnologias de ponta.

Este museu possui peças que vêm do século XVI até aos nossos dias.

As coleções do espólio museológico estão organizadas em três grandes áreas:

 

Coleções postais

Coleções de telecomunicações

Coleções artísticas e filatélicas

 

Horário: segunda a sexta-feira das 10h00 às 18h00; sábado das 14h00 às 18h00; última quinta-feira de cada mês das 10h00 às 22h00;

Encerramento: domingo e feriado

Contacto: +351 213 935 000

Localização: Rua do Instituto Industrial, 16, Lisboa 

Museu de São Roque

O Museu de São Roque, um dos mais ricos e antigos Museus da cidade, está instalado no espaço da antiga Casa Professa da Companhia de Jesus, contíguo à Igreja de São Roque. Aberto ao público em 1905, recebeu importantes obras de restauro e melhoramentos ao longo dos anos, reabrindo novamente em dezembro de 2008.

Dedicado maioritariamente à riquíssima Arte Sacra, alberga peças executadas entre o século XVI e o século XX. A exposição permanente é constituída por uma coleção de mais de 300 peças composta essencialmente por obras de ourivesaria, escultura, pintura e relicários, a que se associam 140 peças do acervo têxtil a apresentar, em regime de rotatividade, por razões de conservação e devido à sua significativa extensão.

 

O espaço da exposição permanente está organizado em cinco núcleos:

 

Núcleo da Ermida de São Roque evoca a memória da primitiva Ermida de São Roque, erguida em 1506, mais tarde demolida para dar lugar à casa-mãe da Companhia de Jesus em Portugal. Em exposição encontram-se: o conjunto de quatro tábuas pintadas alusivas à vida e à lenda de São Roque, duas lápides, alguns vestígios de azulejos, e ainda a relíquia original de São Roque, solicitada à República de Veneza;

 

Núcleo da Companhia de Jesus, dedicado a um conjunto de obras provenientes da Igreja e da antiga Casa Professa de São Roque que testemunham a iconografia da Ordem, entre elas a notável coleção de relicários;

 

Núcleo de Arte Oriental, alusivo à missionação da Companhia no Oriente, acolhe peças que são exemplo da renovação da arte cristã, manifestada na integração de modelos decorativos, técnicas e materiais orientais nas formas ocidentais;

 

Núcleo da Capela de São João Batista, encomendada por D. João V a Roma, esta capela é um relevante testemunho de arte italiana do século XVIII;

 

Núcleo da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, dedicado à SCML inclui doações, legados e aquisições que, ao longo do tempo, enriqueceram o espólio do museu.

 

Dispõe de loja com merchandise inspirado nas coleções do museu, cafetaria e esplanada.

 

Horário: terça, quarta, sexta-feira, sábado e domingo das 10h00 às 18h00; quinta-feira das 14h00 às 21h00;

Encerramento: segunda-feira e feriados

Contacto: +351 213 235 065

Localização: Largo Trindade Coelho, Lisboa 

Museu Geológico

Constituído em 1859, reúne coleções de Paleontologia, Estratigrafia, Arqueologia e Mineralogia. Destaque particular para os fósseis de vertebrados terciários e dinossáurios. 

 

Vende publicações editadas pelo Instituto Geológico e Mineiro e cartas geológicas.

 

Existe a possibilidade de fornecimento às escolas de amostras de rochas, minerais e fósseis portugueses.

Horário: terça-feira a sábado das 10h00 às 17h00

Encerramento: domingos, segunda-feira e feriados

Contacto: +351 213 463 915

Localização: Rua da Academia das Ciências, 19, Lisboa 

Museu Maçónico Português

Sedeado no Palácio do Grémio Lusitano, datado do séc. XVII, acolheu o Grémio Lusitano, associação de instrução e recreio, destinada ao enquadramento legal das atividades maçónicas em Portugal, a partir do último quartel do séc. XIX. Após o desaparecimento desta Instituição, em 1938, o palácio transformou-se na sede da Ação Social e Política da Legião Portuguesa, até 1974, altura em que regressou à Maçonaria, mantendo-se na sua posse até aos dias de hoje.

 

Este edifício de forte expressão maneirista acolhe o Museu Maçónico Português no seu interior.

 

Horário: segunda a sexta-feira das 14h30 às 17h30

Encerramento: sábados, domingos e feriados

Contacto: +351 213 424 506

Localização: Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa

Atelier-Museu Júlio Pomar

O Atelier-Museu Júlio Pomar, inaugurado dia 5 de abril de 2013, é um projeto da autoria do arquiteto Álvaro Siza Vieira.

O imóvel, um antigo armazém do século XVII, foi adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa em 2000 com o objetivo de o recuperar e ali instalar o atelier-museu de modo a preservar e divulgar a obra do artista plástico português.

O Atelier-Museu possui um acervo de cerca de 400 obras, doadas pelo artista à Fundação Júlio Pomar, com pintura, escultura, desenho, gravura, cerâmica, colagens e assemblage.

Dispõe ainda de um conjunto de equipamentos de auditório, com meios audiovisuais e capacidade para 60 lugares sentados, permitindo a realização de conferências, lançamento de livros/catálogos e outros eventos.

Contacto: +351 215 880 793

Localização: Rua do Vale, 7, Lisboa

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