A(r)tivismo é um termo de legitimidade frágil, tanto no campo da arte como nas ciências sociais - e é justamente por isso que esta exposição o aciona.
O objetivo não é buscar a aprovação de um campo ou de outro, mas sim, questionar os critérios legitimadores de ambos.
Enquanto artistas ou ativistas ‘puros’ discutem a validade semântica do termo, o ‘Coletivo Qravo’ apresenta de 1 a 18 de abril de 2026, no Espaço Santa Catarina, o trabalho de artistas e ativistas que nos ajudam a revelar essa posição híbrida e f(r)iccional, com o potencial de desviar da armadilha euro colonial da separação binária: seja entre arte e política, artista e cidadão, ética e estética, cultura e natureza, “popular” e “erudito”, objetivo e subjetivo, corpo e intelecto, tradição e vanguarda, masculino e feminino, consenso e dissenso, parcial e imparcial, representação e agência, produto e processo, rua e galeria, eu e outre.
É f(r)iccional porque opera a partir do atrito que a realidade imaginada pode provocar na realidade vivida e vice-versa.
Exposição de arte ou ato político? Não perca, a entrada é gratuita.


