Réplica em bronze da estátua de pedra, executada por Teixeira Lopes e inaugurada em 1903, no Largo Barão de Quintela. O original, alvo de constantes atos de vandalismo, encontra-se, desde 2001, no Museu da Cidade, ao Campo Grande, data em que, por iniciativa camarária, foi inaugurada a réplica no referido Largo.
Este monumento, evocativo da figura de Eça de Queirós, um dos maiores expoentes literários do séc. XIX, inspira-se na frase do escritor inscrita na base da própria estátua, a saber: “Sobre a nudez forte da Verdade o manto diáphano da phantasia”.
A figura alegórica da Verdade, representada por um lindíssimo corpo de mulher, nos braços do escritor e contemplada pelo seu olhar penetrante, traduz um hino à beleza feminina e poderá retratar a constante luta interior travada pelo autor, entre as exigências do realismo da época e o pendor natural da fantasia.
Escultor: Teixeira Lopes
Data: 1903
Material: Bronze
Estilo: Figurativo
Localização: Largo do Barão de Quintela, Lisboa


