O Palácio Almada-Carvalhais, que pertenceu aos provedores da Casa da Índia, foi mandado construir no século XVI, (cerca de 1545), por Rui Fernandes de Almada, banqueiro e feitor da Flandres. Sofreu sucessivas fases construtivas e decorativas até ao século XVIII, traduzindo uma arquitetura renascentista e barroca, estando classificado como Monumento Nacional. De planta retangular e volumetria escalonada, desenvolve-se em 3 pisos, em torno de um pátio interior renascentista, com as suas colunas e capitéis de decoração vegetalista e antropomórfica. De Quinhentos é também a torre de cantaria, no extremo do alçado principal, sob a qual existe um túnel abobadado que liga o exterior ao referido pátio. É ainda de salientar a janela de sacada encimada pela pedra de armas dos Almadas.
Da segunda metade de Setecentos destacam-se a decoração com estuques de vários tetos, os silhares de azulejos em vários compartimentos e a escadaria monumental que, do topo nascente do pátio, através de 3 lanços, conduz aos pisos superiores do palácio.
No século XX, o espaço do palácio foi fragmentado e ocupado por diferentes entidades. O jardim a tardoz foi convertido, na década de 20, em garagem e estação de serviço, enquanto o túnel de acesso sob a torre foi prolongado, atravessando a antiga cozinha, até ao logradouro.
Largo do Conde Barão, 48-57; Rua das Gaivotas, 1-3, Lisboa


