Edifício setecentista construído no segundo quartel do séc. XVIII que, à data do terramoto era propriedade do Conde de Sandomil, não tendo sofrido danos maiores com o cataclismo.
O interesse deste palácio, classificado como Imóvel de Interesse Público, reside em dois compartimentos do piso nobre: um salão de planta retangular, localizado na esquina do edifício, e uma sala contígua de planta quadrangular, dos quais se destacam, em termos artísticos, o teto apainelado do salão e a abóbada abatida da sala, ambos estucados e exibindo pinturas decorativas da autoria de Pedro Alexandrino, traduzidas em medalhões, evocativos de cenas da mitologia grega, enquadrados por motivos vegetalistas e arquitetónicos (salão) e figuras de ninfas e sereias (sala contígua). Algumas das suas dependências possuem silhares de azulejos setecentistas.
Largo do Calhariz, 1-4; Rua das Chagas, 35-47, Lisboa


