Construído no séc. XVIII, segundo desenho do arquiteto João Frederico Ludovice para sua residência, este edifício pode ser considerado um exemplo arquitetónico típico do barroco tardio nacional, assim como um dos mais importantes exemplos da arquitetura palaciana da Lisboa joanina.
Classificado como Imóvel de Interesse Público, apresenta uma fachada desenvolvida em 5 pisos de altura desigual, rasgada por um portão central decorado com pilastras de cantaria em fiadas sobrepostas e sobrepujado de tímpano, animada por dois janelões centrais, com emolduramento de cantaria, que abrem para varandas de linhas ondulantes, estando o janelão do piso nobre encimado por uma lápide onde está patente a data da conclusão do imóvel, 1747. Salienta-se ainda a articulação entre janelas de sacada e de peitoril e a alternância de elementos decorativos, nomeadamente o elemento caraterístico da arquitetura joanina ou de Ludovice, uma espécie de frontão liso, que coroa algumas janelas, e áticas triangulares de cantaria, que coroam outras tantas.
Objeto de intervenções ao longo do séc. XIX, foi sujeito a obras de transformação, segundo projeto do arquiteto Jorge Segurado, entre 1944-45, no sentido de instalar o Solar do Vinho do Porto no pavimento térreo do edifício. Algumas das salas do imóvel conservam, ainda, silhares de azulejos setecentistas e tetos apainelados com pinturas.
Rua de São Pedro de Alcântara, 39-49; Rua do Diário de Notícias, 144-154; Travessa da Boa-Hora ao Bairro Alto, 2-12; Travessa da Cara, 1-3.ª, Lisboa


