Mandado edificar, no 2º quartel do séc. XVIII, pela família Melo e Cunha, posteriormente Condes de Castro Marim e Marqueses de Olhão, o palácio manteve-se na sua posse por largos anos (até 1922). Diversas vicissitudes impediram que o palácio fosse concluído, (alterações no seio da família proprietária, questões económicas, o Terramoto de 1755), e obras sucessivas nos séculos XIX e XX, assim como utilizações posteriores foram alterando a lógica do palácio. No início do séc. XIX, (1801), aqui esteve instalado o Correio Geral do Reino, transferido do Palácio Penafiel, que lhe valeu a designação de Palácio dos Correios Velhos, pela qual também ficou conhecido. Os jornais “A Revolução de Setembro” e “A Batalha” ocuparam o imóvel, respetivamente, entre 1840-1892 e no início do séc. XX.
Adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa, foi elaborado, no final do séc. XX, o Projeto Integrado do Palácio Marim-Olhão, com o objetivo de reabilitar e reconverter o imóvel. Atualmente é gerido pela EGEAC, tendo uma função predominantemente cultural. Este imóvel encontra-se Em Vias de Classificação.
Calçada do Combro, 38 a 38-J; Rua de O Século, 2-A a 2-E; Travessa das Mercês, 19-A a 31, Lisboa


