Construído por iniciativa da família dos barões de Quintela, em finais do séc. XVIII, sobre as ruínas do Palácio do Marquês de Valença, destruído por um incêndio, em 1726, traduz um exemplar de arquitetura residencial pombalina, caraterizado por um ecletismo de matriz neoclássica ou neobarroca.
De planta retangular simples, com dois pequenos pátios interiores, do mesmo formato, a que se adoça um corpo também retangular correspondente às antigas cocheiras, possui jardim murado com pórtico de acesso. As fachadas sóbrias, marcadamente horizontais, surgem ritmadas pela regularidade da fenestração. No alçado principal merece destaque o corpo central, mais avançado, rematado por frontão triangular aberto por óculo circular, ladeado por urnas e fogaréus, no qual se abre um portal, de arco de volta perfeita demarcado na chave, com tímpano de grade, rodeado por revestimento de pedra fundida e ladeado por pilastras com decoração a meia altura.
Este palácio está associado a alguns factos e figuras históricas, nomeadamente ao General Junot, que o terá utilizado para sua residência e quartel-general aquando da 1.ª invasão francesa, em 1807/1808.
O interior foi objeto de uma campanha de remodelação e enriquecimento artístico, dirigida pelo arq. Hildbrandt e pelo cenógrafo e decorador Cinatti, no 1.º quartel de Oitocentos, merecendo destaque as alterações estruturais introduzidas, os estuques artísticos e as pinturas a óleo e a fresco de António Manuel da Fonseca e de Wolkmar Machado. No final do séc. XIX o palácio veio à posse da família Carvalho Monteiro e alguns anos depois, por via matrimonial, passou para a Casa Pombal, cuja família aí mantém residência.
A Classificação como Imóvel de Interesse Público abrange os jardins, os muros e o pórtico de acesso.
Rua do Alecrim, 56-72; Rua António Maria Cardoso, 31-35; Rua António Maria Cardoso, 37-37ª, Lisboa


