O que deixamos quando partimos? O que acontece às nossas palavras, gestos e objetos? Que pegadas deixamos no mundo que resistem ao tempo e ao desaparecimento do corpo?
A artista Rita Leça parte destas perguntas para criar um corpo de trabalho relacionado com as experiências e laços que teve (tem) com os seus avós e com a casa onde habitaram. Uma casa que acolheu gerações da mesma família, situada no Príncipe Real, em Lisboa, o mesmo bairro onde a artista vive e trabalha.
Em ‘A Casa como Corpo, a Memória como Pele’, Rita Leça apresenta-nos peças ‘site specific’, como desenhos, decalques e colagens, que pretendem ser a ponte entre o que é visível e o invisível. A casa torna-se corpo. A memória, pele. E o que resta não é apenas lembrança, mas matéria sensível: objetos, fragmentos, marcas, como se cada superfície guardasse ainda a respiração de quem lá viveu.
A exposição desenha, assim, uma cartografia afetiva onde o passado não está fechado, mas antes permanece em circulação, como algo que continua a habitar o presente.
Tudo para ver no Espaço Santa Catarina, entre os dias úteis de 1 e 8 de julho, das 14h às 20h00.
Não perca. A entrada é Livre.
Espaço Sta. Catarina – Largo Dr. António de Sousa de Macedo 7D


