Há mais de um mês a presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia solicitou à CML, através do seu presidente, que fosse transferida para si a gestão dos quiosques instalados nos jardins Roque Gameiro, Sá da Bandeira, António Nobre e França Borges/ Príncipe Real, bem com os da Praça de Camões e Praça das Flores. Fê-lo em nome da mais elementar justiça e racionalidade em matéria de repartição de competências, mas também de forma a encontrar formas de financiamento para o exercício das suas competências em matérias como a conservação e reparação do espaço público, a manutenção do património arbóreo, conservação de mobiliário urbano, a manutenção dos elementos de água, a higienização dos sanitários públicos, cujos custos têm subido exponencialmente, proporcionalmente ao número de visitantes que todos os dias acorrem a este território.
Devido à ausência de outros tipos de financiamento, designadamente resultante de uma justa repartição das verbas da taxa turística em Lisboa (que têm vindo a aumentar, sem que isso se reflita devidamente nas transferências para as juntas de freguesia), a Junta da Misericórdia tem-se visto na necessidade de recorrer a fontes de receita que passam pela cedência de espaços para a realização de feiras e outros eventos.
A transferência da gestão dos referidos quiosques permitiria, além da criação de receitas para a nossa freguesia, que viabilizaria uma política mais equilibrada de cedência dos espaços públicos para eventos por parte da Junta de Freguesia, assegurar ainda uma gestão que acautelasse mais efetivamente o impacto do funcionamento abusivo de alguns dos referidos quiosques na qualidade de vida, designadamente noturna, dos nossos habitantes.
Há mais de um mês que a presidente da Junta de Freguesia enviou um ofício ao senhor presidente da CML com este pedido e com estes fundamentos. Passado este tempo, não houve ainda qualquer tipo de resposta a este pedido. Continuaremos sempre a defender o que nos parece da mais elementar justiça, em nome dos interesses das pessoas que habitam neste território. E a denunciar a ausência de respostas, que é inaceitável.


